domingo, 22 de fevereiro de 2009

Caro blog


A partir deste momento estás oficialmente encerrado!
És estupido, ridiculo e lamechas e foste mantido por alguém ainda + estupido, ridiculo e lamechas que tu (eu, presente!).
Talves venha a iniciar outro, mas a verdade, a alma aberta é uma armadilha mortal.
Mentira, falsidade, engano, são valores muito mais compensadores. Se conseguir alcançá-los farei outro, mas tu, meu lindo, já não me serves!

R.I.P.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

You can close your eyes


Well the sun is surely sinking down
But the moon is slowly rising
So this old world must still be spinning around
And I still love you

So close your eyes
You can close your eyes
It's all right
I don't know no love songs
And I can't sing the blues anymore
But I can sing this song
And you can sing this song when I'm gone

It won't be long before it's another day
We're gonna have a good time
No one's gonna take that time away
You can stay as long as you like

So close your eyes
You can close your eyes
It's all right
I don't know no love songs
And I can't sing the blues anymore
But I can sing this song
And you can sing this song when I'm gone

You've got a friend


When you're down and troubled

And you need some loving care
And nothing, nothing is going right
Close your eyes and think of me
And soon I will be there
To brighten up even your darkest night

You just call out my name
And you know wherever I am
I'll come running to see you again
Winter, spring, summer or fall
All you have to do is call
And I'll be there
You've got a friend

If the sky above you
Grows dark and full of clouds
And that old north wind begins to blow
Keep you head together
And call my name out loud
Soon you'll hear me knocking at you door

You just call out my name
And you know wherever I am
I'll come running to see you again
Winter, spring, summer or fall
All you have to do is call
And I'll be there

Ain't it good to know that you've got a friend
When people can be so cold
They'll hurt you, and desert you
And take your soul if you let them

You just call out my name
And you know wherever I am
I'll come running to see you again
Winter, spring, summer or fall
All you have to do is call
And I'll be there
You've got a friend

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009


Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos.



Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles.



A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor, eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade.



...



Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências...



A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida.



Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles. Eles não iriam acreditar.



Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos.



Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure.



E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.



Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado. Se todos eles morrerem, eu desabo!



Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles. E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.



Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles. Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer...



Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos!



Vinicius de Moraes

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

In loving memory



Thanks for all you've done
I've missed you for so long
I can't believe you're gone
You still live in me
I feel you in the wind
You guide me constantly
I've never knew what it was to be alone, no
Cause you were always there for me
You were always there waiting
And ill come home and I miss your face so
Smiling down on me
I close my eyes to see

And I know, you're a part of me
And it's your song that sets me free
I sing it while I feel I can't hold on
I sing tonight cause it comforts me

I carry the things that remind me of you
In loving memory of
The one that was so true
Your were as kind as you could be
And even though you're gone
You still mean the world to me

I've never knew what it was to be alone, no
Cause you were always there for me
You were always there waiting
But now I come home and it's not the same, no
It feels empty and alone
I can't believe you're gone

And I know, you're a part of me
And it's your song that sets me free
I sing it while I feel I can't hold on
I sing tonight cause it comforts me

I'm glad he set you free from sorrow
I'll still love you more tomorrow
And you will be here with me still

And what you did you did with feeling
And You always found the meaning
And you always will
And you always will
And you always will

Ooo's

And I know, you're a part of me
And it's your song that sets me free
I sing it while I feel I can't hold on
I sing tonight cause it comforts me


Alter Bridge

domingo, 16 de novembro de 2008


Choram os olhos
Sangra o peito
A alma,
qual fenómeno alquímico inverso,
transforma-se em chumbo.

Na cara resvala ainda
a frieza nas palavras
atiradas com raiva e desprezo.

Quando é que aprendo?

Porque me entrego?

Alguém merece?

Nesta sociedade utililatarista,
vive-se com os outros em função do seu valor de uso

Valores?
Porque é que quando penso em valores
penso em justiça
honestidade
amizade
entrega
lealdade?

Resposta simples:
-Sou uma idealista
uma lírica
uma fraca personagem
neste teatro em que vivo!

Pergunta mais complicada:
E vale a pena?
O outro dizia que
"tudo vale a pena se a alma não é pequena"

Quem raio sabe medir a alma?
E se medir, qual é o termo de comparação?
Até onde é pequena e a partir de onde se torna grande?

Mais fácil medir a estupidez!

E a tristeza!
Essa tambem é fácil de medir:
vai de "um bocadinho triste"
até à tristeza infinita,
aquela que nos traz à memória
a fúria das ondas lá muito em baixo...
a chamar... a chamar...

É, eu percebo disso,
é mais uma daquelas muitas coisas perfeitamente inúteis em que sou boa.

Vou deitar agora
e se acordar, vou acordar uma pessoa nova

Para se sobreviver é preciso respeitarmo-nos
E se temos o nosso respeito para que precisamos do dos outros?

Mas não...
Eu não consigo, eu não quero!
Eu não aceito esta sociedade descartável em que até as pessoas são de usar e deitar fora!
Eu não sou assim e não vou ser NUNCA!

São vocês: tu, tu, você e aqueles que estão errados
são vocês que não prestam
e não me vão convencer do contrário

Melhor morrer que viver na lama




My little black angel



Black angel, black angel
As you grow up
I want you to drink
From the plenty cup
My little black angel
My little black angel as years roll by
I want you to fly with wings held high
I want you to live by the justice code
I want you to burn down freedom's road
My little black angel
Oh lie away, oh lie away sleeping
Lie away safe in my arms
Your father, you future protects you
And locks you safe from all harm
Little black angel I feel so glad
You'll never have things I never had
When out of men's hearts all hate has gone
It's better to die than forever live on
My little black angel...

Death in June

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Nuno


Ontem disseste, meu amor, que nasceste feio.
Nasceste, isso sim, o filho mais desejado e mais amado do mundo.
Lutei por ti, vivi para te dar vida, gerei-te no meu ventre e tudo ao meu redor passou a ser o mundo onde tu ias nascer. Cada flor, cada onda, cada estrela, tinha todo o sentido, estava ali para ti. Tudo fazia parte da dádiva que eu e o mundo numa cumplicidade biológica preparávamos para ti.
Nasceste numa noite fria e escura, a primeira noite de Dezembro e o meu mundo aqueceu e acendeu-se com os teus olhos. Choraste a música mais linda que já entrou nos meus ouvidos, encostei o teu coração ao meu enquanto cortavam o fio que nos unia e tu passavas a ter vida autónoma, a respirar o teu próprio ar, a iniciar o processo que fez de ti a pessoa maravilhosa que hoje és.
Que alegria mostrar-te o mundo, ensinar-te as coisas, dar-te a mão nos teus primeiros passos, teimar contigo que se dizia barrigudo em vez de baniputo, aconchegar-te a mim e cantar baixinho "o meu menino é d'oiro"!
Que agonia de morte as tuas dores, as tuas desilusões, o ter que te deixar crescer sem poder crescer por ti, caír por ti!
Não vale a pena tentar, já o fiz e sei que é impossível, explicar como te amo, como só posso ser feliz se fores feliz, como me orgulho de ser tua mãe, como abençoo cada minuto destes quase 26 anos.
Obrigada, meu filho, pelo homem que és, pelo bébé lindo que viverá sempre no meu coração.

Para ti, Sónia


As palavras que acabei de escrever são para ti Sónia, passrinho que se desenvolveu no ovo, picou a casquinha, espreita o mundo e se recolhe novamente na casinha onde já não cabe.
Pintinha, minha amiga que adoro, ouve o tic-tac do teu coração, enche os olhos das cores, sente o vento, o sol e a chuva, vê as nuvens, as estrelas, as flores e as borboletas...
Nada disso existe no teu ninho, cresceste, o mundo chama por ti. Bate as asinhas, pisa a poeira do chão com as patinhas frágeis. Mesmo que caias no teu primeiro voo, vais aprender a voar. Olha para o céu, vês as aves, os insectos a voar. Se eles tivessem ficado a olhar para o chão e a recear a queda, tinham morrido no ovo, no casulo... mas ali estão livres. Donos do mundo, do espaço que atravessam.
Voa passarinho, vive, sê feliz!

O futuro é uma abstração irreal


O futuro não existe.
Nós podemos até acreditar que sim, podemos levar a vida inteira a medir os nossos passos, a podar os sentimentos, a cortar os rebentinhos dos nossos desejos, a virar as costas à luz, a encolher-nos no escuro, a esconder as emoções... nada disso adianta, nada disso resolve, nada disso faz mais do que impedir-nos de viver.
O futuro não existe.
Nada é certo até que se torne presente.
Não faz qualquer sentido deixar que o medo diário da dor que se pensa que o futuro pode trazer impeça que abracemos o que realmente existe, o que está aqui e agora, o que vive, que brilha, que doi, que aquece, que alegra, que aconchega, que dá côr, movimento, riso...
O futuro não existe.
Sente o presente nas tuas mãos, no teu coração! Vive-o porque só podes viver o presente.
O futuro não existe!

domingo, 12 de outubro de 2008

Devil's Tower


Os sentimentos são bichos muito complicados. São qualquer coisa tipo doença infecciosa que se introduz no organismo, instala-se e altera completamente a nossa qualidade de vida.
Tal como um virus latente, manifesta-se com sintomas desagradáveis de vez em quando. Só que, não sei porquê, já que acredito que a industria farmacêutica teria muito a ganhar com isso, ainda não inventaram nem vacina, nem qualquer tipo de medicamento que lhe ponha fim.
Eu sou, infelizmente, uma pessoa que sofre desta doença de forma crónica.
Como é normal com este tipo de enfermidades, habituei-me, desde a infância a viver com ela e até me esqueço que a tenho no dia a dia. Mas depois há estas fases em que sinto as dores terríveis que ela provoca. Alturas em que queria ser planta, insecto, pedra,... qualquer coisa menos este ser sensível que sofre as consequencias de se entregar, de amar, de se dar sem condições.
O amor e a amizade, coisas que muito prezo normalmente, surgem assim com a sua verdadeira essência:
Cada pessoa que se ama, cada pessoa em que confiamos, é um elo numa corrente que se aperta à nossa volta em cada dar de mãos, em cada abraço, em cada afastar os cabelos da testa, em cada palavra amiga, em cada gesto de ternura.
Deve ser bom ser livre. Eu não sou livre. Eu gosto das pessoas. Eu sou prisioneira numa torre de pedra que se ergue muito alta sobre o mundo. Só que esta cadeia tem portas falsas: permitem que os outros entrem e saiam a seu bel-prazer (meu Deus, e que correpio... ) mas, se tento saír, cerram-se à minha aproximação.
Cúmulo da estupidez:
Ninguém me fechou aqui, fui eu que, pedrinha a pedrinha, fui erguendo esta fortaleza em que me encerrei e onde vou derramando lágrimas ácidas que me queimam, deixando sulcos de tristeza, decepção, desencanto no meu rosto, até ao meu fim.
Tento desligar os meus sentidos:
Não ouvir, não sentir, não ver o que se passa à minha volta.
Impossível:
Fecho os olhos com força, mas tudo o que existe, não está à minha volta, não é paisagem, não é erva, pessoa, animal, astro, água,...
Não, não adianta fechar os olhos:
Está tudo aqui dentro de mim!

sexta-feira, 10 de outubro de 2008


Às vezes há uma necessidade enorme de falar, de escrever, comunicar...
O peito está cheio, a alma rebenta, há uma necessidade que se torna quase física, vital...
E tenta-se
Mas as palavras não saem, da garganta não sai um som, os dedos procuram nas teclas as letras que deviam formar as palavras que, por sua vez, formariam as frases, as frases que desvendariam as ideias, os sentimentos, os desejos, as dores, as alegrias...
Instalou-se uma barreira entre nós e os outros. Processo infeccioso que começa a instalar-se dentro de nós e que ultrapassa as barreiras de comunicação com as outras pessoas, com a sociedade em que vivemos, começa a minar a nossa capacidade de comunicar com nós próprios.
Que sociedade desenvolvida é esta em que cada ser humano se refugia cada vez mais em si mesmo?
É mesmo isto que queremos fazer do século XXI?
As guerras não param
(porque não nos amamos apenas?)
A tristeza e a frustração instalam-se nos espíritos
(porque não agarramos as mãos dos amigos e deixamos que os olhos se encham de alegria?)
Procura-se com afã os bens materiais
(porque não vemos que tudo que precisamos se encontra dentro de nós?)
Andamos insatisfeitos e tristonhos, cinzentões
(porque não deixamos que o nosso coração floresça no sorriso de quem nos quer bem?)

Eu não quero este mundo tristonho
Eu recuso este vegetar a que nos querem conduzir
Não vou ser mais uma ovelha do rebanho
Vou ser preta, azul, branca, o que quer que seja, menos cinzenta!
Vou rir, dançar, chorar, sempre e quando me apetecer
Amem-me, odeiem-me... não digam é de mim "é boa pessoa"

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Open Wound - Ferida Aberta


O sonho germinou no meu peito
qual criança ganhando forma no ventre da mãe.
Alimentou-se do meu sangue,
encheu a minha vida
ganhou contornos
materializou-se,
agitou-se cá dentro.

Senti-o pulsar
amei-o
é gente, é sol, é lua,
o sonho é farol,
é bússula que norteia o meu rumo,
chama que aviva os meus sentidos.

Meu sonho é montanha
mesmo que para outros seja grão de areia.

Meu sonho em mim gerado
de mim quase nascido.

Bisturi afiado e gestos firmes
rasgaram a minha alma
arrancaram-te de mim
com garras de gelo
cortaram o fio que te prendia à vida.

No lugar quentinho que era o teu,
no canto especial do meu coração em que te aninhavas
ficou apenas esta ferida aberta...

Minha alma exangue
chora por ti
lagrimas vermelhas e espessas
sangue da vida que se escoa de ti.